terça-feira, 21 de abril de 2015

É sobre esse negócio de existir.

Texto não revisado e totalmente enraivizado, avisados.

Hey, olha só quem resolve aparecer antes do prazo de 6 meses.
Dica: A escritora desse blog, vulgo eu.
O que aconteceu? Nada. Esse é o problema.
Sabe, quando você chega do 3°ano do Ensino Médio, e você é do tipo que se importa com escola e suas derivantes, bem, louco e reflexivo é pouco para resumir seu estado de espírito e mental.
A vida sempre foi confortável para mim. Ao menos é assim que a vejo comparando com o que eu tenho agora. Um belo de um ciclo mensal. Havia as semanas de prova, onde eu me matava para conseguir as melhores notas e zero recuperações. Havia as semanas onde eu me matava mais um pouco para fazer todos os trabalhos, mesmo considerando 95% deles inúteis. Havia as diversas lições de casa inúteis³, mas havia os doces dias onde eu podia ler e escrever sobre o que eu lia a vontade. Sem pressão. Apenas eu e horas de doses de palavras. My sweet heaven.
Mas então chega o 3°ano e ele encolhe tudo aquilo que você nos dois anteriores e os transforma em mordida de cachorrinhos. Por que você tinha missões temporárias e depois a "liberdade". Por que você tinha um lugar pré definido para ir todas as manhãs do "ano que vem". Por que você sabia que seus professores cuidariam de te deixar atarefado o suficiente para que você apenas tivesse de manter sua sanidade a salva.
MAS ENTÃO CHEGA O 3°ANO E NADA MAIS ESTÁ A SALVO.
Você tem o desconhecido lha aguardando ano que vem.
Produtividade: é isso que você deve SER até em seu tempo livre.
Manter-se ocupado e estudando: agora isso também é tarefa sua, e não só dos seus professores.
Vamos aos fatos do porquê estou digitando um texto sobre escola as 1:25 da manhã: I'M FREAKING OUT. (e também porque ninguém desligou a internet, thanks God!)

Eu sempre fui a tarada por conhecimento. Sempre fui autoditada. Sempre gostei de ler os mais variados tipos de livros, sempre gostei de escrever sobre eles. Sempre mantive minhas notas maiores que as horas de sono que tive para mantê-las. E de repente, não foi suficiente.
E de repente você descobre que, caso tivesse feito uma simples pesquisa no amado Google FUCKING 4 ANOS ATRÁS, você poderia ter ser preparado para a grandeza dos seus sonhos AGORA, e não vivido seguindo um ciclo patético e quadrático que se resumo o sistemo brasileiro.
GREAT, I WAS THE GOOD GIRL WHO TOOK WONDERFUL GRADES. I WAS THE GOOD GIRL WHO PAID ATTENTION TO THE TEACHERS. THE GIRL WHO CARES ABOUT GRAMMAR. BUT I WASN'T ENOUGH.

Nunca fui boa em organizar horários. 
Nunca fui boa com compromissos forçados.
E aqui estou eu, em pleno últimos dias do mês Abril, com um sonho planejado para o futuro e sem um caminho definido. E sem preparação para esse caminho. 

Eu sempre senti que devo carregar o peso de tudo. A obrigação de manter minha família unida, meus amigos felizes, de entender toda a matéria, de nunca tirar vermelha, de ler todos os clássicos antes dos 18, de ter uma rotina definida, onde consigo me organizar divinamente, E PRINCIPALMENTE, de me sentir culpada quando nada disso acontece. quando EU não consigo fazer acontecer. E eu nem preciso cortar meus pulsos, minha mente já me dilacera o suficiente.

E então eu paro de ser aquela garota que mora nos livros, para vivar a garota que passa tempo demais preocupada com a própria realidade.
E então eu não posso mais gastar tempo vendo minha séries, meus youtubers, o que resume minha vida, porque cada segundo disponível eu devo passá-lo exclusivamente estudando e sendo produtiva. Por que é isso que pessoas que passam na USP fazem.

Eu sempre pensei que eu fosse capaz de passar na faculdade que eu quisesse, até que o ano que fazer tal feito bate as minhas portas (na verdade as arromba), e eu já não me sinto capaz de ler durante um dia do suporto melhor feriado até agora. Alguém gritou reabilitação?, pois preciso de uma para no-longer-bookaholic. (e eu invento o adjetivo que eu quiser, na língua que eu quiser).

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