sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

"Now it's 3 in morning and I'm trying to change your mind..."


Bem, olá primeiramente. Até agora agora nosso relacionamento tem se baseada em dois textos anuais. Um pouco triste, talvez. Porém, a maior parte das pessoas que me conhecem desejariam ter tamanha sorte. Questão de ponto de vista, claro. Talvez eu esteja nesse segundo time. Enfim.

Tenho essa miserável mania de querer escrever na madrugada pós natal. Descobri isso nesta madrugada pós natal. Vou dizer para meu cérebro considerar toda noite uma madrugada pós natal. Afinal, qual magia essas primeiras horas dos dias 26 de dezembro reservam que apenas meu subliminar consegue se enfeitiçar? Não sei, exatamente por isso que estou aqui. Por isso e por uma teimosia hedionda de fugir do sono. Bem, eu não o culpo por fugir de mim. Parei de culpar quem o faz, pois no final das contas a)Não sobraria inocentes neste mundo e b)A culpa não seria deles, não é mesmo?

Aqui estou eu, e e ai está você e por ai está a órbita e vários planetas. Mas mudando o assunto para coisas não tão impressionantes, aqui estou. Submersa em crises mentais. Temendo um futuro que pode tanto me receber com espinhos ou carinhos. Enxergando coisas demais onde não é necessário e sentindo que cada vez mais vazios de abrem e, surpreendentemente ou nem tanto, eu não percebo que estão sendo criados. E caiu. E eu tento ser meu próprio guincho. Pois não sei se haverá outro. Ou se há, se está disposto.

Hohoho, Santa is TOTALLY in the fucking town. Ah, precisava falar isso. Refresquei-me, obrigada.

Culpa. Culpa. Culpa. The despicable blame. É o meu fardo, sentir. Só não pensava que se transformaria em, senti-lá. Tudo pesa. Tudo me infla. Até os suaves silêncios. Até as organizações. Com as tentativas você percebe que se transformou em um constante labirinto mutatório. Você deveria sê-lo, mas está em constante busca por domá-lo. Deparou-se que não passas de um peão em teu próprio xadrez?

Já se sentiu mergulhado, sem conseguir nadar? Já se sentir boiando sem conseguir submergir? Você está lá, mas não sente que é mesmo você. Você quer voltar  e avançar. Quer recuperar-se e reconquistar-se. Quer todos teus tempos discorridos, vividos e os que ainda hão de vir, unidos dentro de cada um deles. Isso é sua munição. Mas você não tem uma arma que suporte.

Ainda querem ver-me mais de duas vezes por ano?

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Pois bem.


Pois bem, estou aqui. Depois de muitos ápices e escorregadores. Passando por muitos Rounds, porém, consciente de que por mais próximo que o nocaute esteja, você sempre pode receber um golpe fatal, mas nunca final. Não por enquanto. Não enquanto ainda houver o que eu fiz meu hino mental "mas é claro que o sol vai voltar amanhã". Posso estar parecendo depressiva, mas é apenas um estilo natural. Assuntos aleatórios presos no retalho de um post. Em meio a tanto bombardeamento de indiretas, é bom manter sua direção focada. Tornou-se tão banal ver um "fulano está se sentindo triste/magoado" e apenas rolar a página; claro que há suas entrelinhas. No mesmo contraste que sentimentos pessoais são compartilhados sem zelo para mais de 1.000 "amigos". Cadê a doçura do mistério? Cadê o enigmático pudor ao tentar desvendá-lo? Por que pessoas idiotas são as que mais abusam de sua liberdade de expressão. Por que vejo o além, e também vejo o ontem aos meus olhos. Mas às vezes me sinto inclinada a primeira opção e às vezes, ao vazio que há no meio delas. Tornou-se tão fácil mentir com o olhar. É lindo ver que ainda não foram tão subestimados, mas tornou-se tão fácil manipulá-los. É mais comum olhar para uma câmera do que perceber um profundo ás de tristeza das pessoas ao redor.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Never forget?


Eu tinha MUITA coisa para escrever, mas acho que se perderam. Pensamentos que se transformam em palavras não ditas. Apenas sentidas. O resumo de um passado tentando se explicar em uma noite. Toda a dor em lágrimas que escorreram em uma hora. O perdão já foi dado, antes mesmo da dor acabar, mas nada ainda tinha sido explicar, e muito do tudo não foi. Me pergunto se algum dia será. Não me preocupo com o tarde demais. Tudo que se refere ao passado já é. 

É como arrumar uma gaveta com documentos ou fotos antigas. Mesmo que pareçam não ter mais importância na sua vida atual, fica tudo mais claro. E simples assim. Mesmo que nada que vala apena seja simples, as atitudes sempre são. Os pensamentos envolta disso que não. Conversar. Arrumar. Ir. Dizer. Tudo soa como coisas banais, mas quais são os significados para você? O oposto disso, tenho certeza. Quer dizer, certeza nunca tenho. Nem de mim quanto mais de você. Quanto mais dessa vida e se meus planos dariam certo. Se eu tentasse. Se eu apagasse esse "se" do começo e fizesse o que o resto manda. Só quero aliviar minha mente de toda dor que meu peito já perdoou. 

Muitos dizem que o caminho da razão é para os covardes que tem medo da dor. Na verdade é para os tão valentes quanto que têm de enfrentar todos os desafios de quem segue o coração, mas sem sentir, ou ignorando o que sente. O coração perdoa, mas a mente não esquece. Isso não é ruim, apenas depende da maneira que você usa. Não esquecer pode significar guardar rancor tanto quanto caminhar com a lição aprendida. The choice is completely yours, good luck, good life.