segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Desabafo com as paredes

Sim, eu preciso escrever quando o texto foi feito (uma tentativa de explicar aquilo que já foi trabalhado em diversos textos no tumblr, mas a escritora aqui tem sérios problemas em aprender com os erros) e de onde tirei a foto (WeHeartIt). O que ela significa? Me diga você.


(Ignore minha brizagem na introdução à cima e comecei por aqui).
É simplesmente muita babaquice ficar pensando essas coisas. E NÃO, NÃO ESTOU FALANDO DE COMO TAL GAROTO É LINDO, COMO EU QUERIA QUE ELE FALASSE COMIGO OU OUTROS ETCS QUE BESTEIRAS COMO ESSAS.
O fato de eu ser garota e ter 15 anos aciona algum bug na mente das pessoas que fazem elas acharem que toda menina nessa idade ama se arrumar, pensar em garotos, dar risadinhas com as amigas, viver em lojas de roupa ou outros tipos de preconceito. ARG, como eu odeio, mas deixa isso para outro post.

No momento, e com isso quero dizer neste post, quero me concentrar em uma coisa: O fato de eu não conseguir me concentrar neste momento, o presente, o agora, o já. Não é atoa que o nome do meu tumblr já foi Nostalgic Girl. Nostalgia é simplesmente a melhor palavra que me define (não, não é monstro, sorry guys). Eu não me conformo quando vejo fotos antigas e lembro-me de tudo que aconteceu naquele dia até aquele momento, e as pessoas ao meu redor apenas mantém aquela expressão de surpresa agradável ao ser surpreendida pela existência daquelas fotos. NÃO ME CONFORMO. 

Diga-me, isso é algum tipo de problema que pode ser diagnosticado como Síndrome do Não-anda-pra-frente ou qualquer nome bizarro derivado do latim que chove em livros de Biologia? É normal (tudo bem que eu não sou lá uma referencia para coisas normais), passar boa parte do dia refletindo sobre as lembranças, associando coisas, detalhes do seu atual dia a dia com momento, pessoas, objetos, marcados na sua memória, pois agora eles só existem lá?
Eu sou assim, cara!, meus conflitos mentais são em boa maioria essas coisas sem sentido. 
E eu não chamo isso de viver no passado. Por mais estranho e óbvio que isso possa ser, para mim é simplesmente uma maneira de não esquecer as raízes, por mais que elas já tenham crescido e dado outros tipos de frutos. Não esquecer o que me fez chegar até aqui. Não abandonar as coisas que têm me sustentado por todo esse tempo de existência que me permito à honra de chamar "minha vida".

Claro, admito que não gostaria de envelhecer e virar uma versão feminina mais enrugada do Karl, o velhinho de Up! Altas Aventuras. Não quero acabar me invocando com alguma lembrança e isso me impedir de viver a vida, ou deixar a vida me mostrar como se deve viver em cada fase de mudança dela. 

(Quando me empolgo para escrever, não paro até que tenha saído um Novo Testamento e mesmo assim a sensação de ainda ter muita coisa entalada na garganta, engarrafada no cérebro, rodopiando junto com os outros excessos de ideias e coisa para falar me assombram. Sim, isso era para ser só um mini-parênteses como uma introdução legal, mas deixa pra lá.)

Vou falar o que eu sei, e não o que eu faço, right guys? Creio que, não, temos certeza que o passado ficou para trás (Esse entra para as frases "País rico é país em pobreza", come on), então por que algumas pessoas, vulgo eu, acham tão difícil deixar a preocupação junto com ele? Talvez pelo medo do novo, assim como uma cama velha, a rotina já tem sua marca, seu jeito personalizado durante 943040298432 anos e você já sabe seu lugar (Well, pelo menos tem consciência que existe) e sabe seus limites, mesmo que não os cumpre. Sabe quais são seus defeitos e onde devia melhorar, mesmo que não tente. No negócio do "novo", não. Ai o buraco é mais embaixo. Você começa a calcular as possibilidades de um jeito estranhamente estatístico, os "e se" brotam que nem capim, os talvez pingam nos seus pensamentos com chuva e as preocupações encontram uma terra fértil para germinar. 

Às vezes aquele impulso de sair sendo você acaba gerando uma força contrária maior que o previsto. Aquilo que era para ser superado acabe lhe atropelando. De novo. Mas isso também é assunto para outro post. E sim, eu sou encerrar o assunto desse jeito mesmo, pois ainda não acabou. Só acaba quando alguém içar bandeira branca, e acreditem meus caros leitores invisíveis (Like Charlie e suas vantagens): eu nem mandei fazer a minha. Fique com a foto do demônio cacheado, assinado eu, como um assustador ponto final.