domingo, 12 de junho de 2016

Então,18.

"Meu dia"
Escrevo este texto 3 dias depois por motivos de eu também queria saber.
Talvez seja este desejo inconsciente de parar de atribuir tanto valor a datas, períodos, tempo transcorrido.
Mas se inicio este texto mencionando justamente isso... não sei o quão bem tenho alcançado tal meta.
Não que isso seja uma novidade.
Vivo presa em círculos. Mas seus raios vêm encurtando-se. Cada vez mais repetitivos. Toda vez que vejo que retornei ao começo, desisto um pouco mais da ideia de encontrar uma saída que sei que não há (?).
Mas enfim, isto está se tornando subjetivo demais, vou reservar para o Tumblr.
Let's get straight to the heart of the matter.
Enfim, 18.
Sei que fazer dezoito anos significa algo diferente para cada indivíduo que alcança tal idade.
Sei que a partir daqui, as vivências e experiências se tornam cada vez mais divergentes.
Até os 17, minha vida foi planejada por outro alguém. Eu só precisava seguir o formulário.
"Você irá se formar no Ensino médio - Você passará no vestibular - Você entrará na faculdade".

Said and done. And now what?
Gostaria de escrever sobre 'a atual conjuntura' do meu estado mental.
Gostaria de escrever sobre o porquê tenho procrastinado até para ser catártica.
Gostaria de escrever sobre minhas perspectivas sobre a vida a partir de agora.
Gostaria de escrever sobre o que foi viver 18 anos e o significado dessa data para mim.
Gostaria de escrever sobre este cansaço latente, que me faz olhar para essa palavra semi-arbitrária, dezoito, e tentar entender o porquê ao invés de ver um início de vida, eu vejo um ponto.
Ultimamente tenho procurado o sol para simplesmente existir em seu calor.
Antes existia um plano que alguém havia tracejado. Agora sou eu quem deve me (de)limitar. Mas onde eu traço este contorno? E por que devemos criar limites àquilo que somos e queremos?
Vivi um vida toda fechada em mim. Criei conexões abstratas. 
Parâmetros. Às vezes acho que todos nós precisamos de um corretor que nos julgue e nos defina. Na escola, temos os professores para nos corrigir, seja uma vírgula mal empregada, ou uma fórmula escrita errada. A ideia de viver sem padrões sempre me soou como liberdade. Viver com minhas próprias definições e escrevê-las eu mesma. Mas a verdade é que me acostumei demais a alguém avaliando meu desempenho com uma nota e partir disso, eu poderia projetar uma nova tentativa. Alguém para me orientar. 
Eu achava que o chão me impedia de voar. Mas tenho percebido que o chão é o que me impede de cair. 
Enfim, 18.
Posso ir a um bar e comprar uma cerveja.
Odeio bebidas.

Posso assistir a um filme para maiores no cinema.
Prefiro assisti online.
O Facebook agora me permite marcar meus posts como "Público".
Continuo clicando "Somente eu".
Eu realmente estou perdida quanto ao que escrever aqui. Em toda primeira frase, meu cérebro grita "Você está tão afogada e com tantos pensamentos pendentes, como focar em apenas um?" Minha resposta: textos concha de retalhos.
Não sei se estou escrevendo sobre ter 18 ou sobre as crises-nossas-de-cada-dia.
Talvez ambas as coisas sejam uma só.
"Cheia de mim/Sinto um vazio de tudo".
Não sei como concluir isso aqui. Mas também eu não soube fazer um desenvolvimento, so who cares?
Enfim, 18.
Nostalgia e desejo pelo futuro.
Você percebe que suas histórias acumuladas talvez não signifiquem mais nada depois que viver o que está por vir. 
Enfim, dez+oito.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

7 de junho de 2015, ou o mesmo que mais um domingo-da-depressão.

Cliquei na fonte "Georgia", então é oficial.
Tenho uma certa obsessão por essa fonte em específico. O motivo? Por que sim.
Vamos deixar claro a situação atual: São 00:44, tenho aula amanhã cedo e por estarmos no meio de um feriado, eu não queria ter aula amanhã cedo. Tenho um trabalho gigante e inútil de Sociologia, tenho prova de Matemática e (ewww) Física, e OLHA SÓ, a segunda coisa mencionada é BEM NO MEU ANIVERSÁRIO. Ah, farei 17 anos em... 3 dias, talvez. Quero entrar em um ritmo de estudos intenso, porque quero passar na Fuvest e de sobra ir bem no Enem, mas minha escola, que supostamente deveria me ajudar, só me atrapalha. Queria fazer faculdade fora do Brasil ano que vem, mas digamos que essa árvore ainda é um broto. Quero ler todos os livros obrigatórios e saber analisá-los de trás para frente. Quero minha família unida. Quero que eles entendem minhas ausências. Ultimamente, eu também tenho me procurado. Quero desenvolver meu inglês cada vez mais. Quero trocar minhas aulas de Física por horas de sono, (please!). 90% do meu tempo quero afundar-me nas minhas utopias. 100% da minha mente briga se devo usar próclise e ênclise corretamente. Ops, perdi o fim da meada, mas vamos continuar tecendo esse novelo.
   

Uma discussão discutível. Discutam.

Às vezes, para realizar sonhos, temos que passar por coisas que não gostamos. Mas, às vezes, um desses sonhos tem a ver com fazer o que gostamos. E às vezes, você quer realizar um sonho que você gosta ao mesmo tempo em que quer realizar um sonho que contém coisas que você não gosta no meio. É, um tanto controverso, talvez.


Como lidar com isso? Faz uns anos que quero descobrir. Neste momento, neste exato segundo para ser precisa, estou realizando um de que gosto. Ao mesmo tempo em que o outro está "parado" no tempo. Aonde quero chegar com isso? Bem, isto é um blog e estas são palavras. Eu escrevo, sazonalmente, e publico, anualmente. Se eu quisesse uma conclusão, faria redação de Enem. 

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Meu cobertor.


A verdade? Eu me acostumei com esse negócio de ser uma "adolescente-além-da-média". 
Me acostumei a ter meus pais na sala, meus avós do outro lado da rua, meu irmão em seu quarto, provas na semana que vem. Me acostumei a mendigar horas de sono. Me acostumei a ter muitos "9's" no meu boletim e lembrar de cada madrugada que passei para consegui-los. Me acostumei a ir e voltar de van para escola. Me acostumei a esquentar o almoço que minha mãe fez e ter que guardar todos os potes, por que eu sempre sou a última a me servir. Me acostumei as aulas de educação física à tarde. Me acostumei com o temperamento dos professores e que a maioria espera muito de mim (e eu também, e todos estamos muito errados ao fazer isso e provavelmente sairemos decepcionados). Eu me acostumei a torcer o nariz para fofocas. Me acostumei a ligar o computador e ir direto ver meus youtubers. Me acostumei a ter dezena de livros não lidos, uma tonelada e vontade de lê-los e zero tempo para fazê-lo. Me acostumei a esperar uma semana por mais 1 episódio de Game of Thrones (mentira). Me acostumei a me cobrar mentalmente para resenhar os 50 livros na minha lista (sim, me pressionem). Me acostumei a imprimir trabalhos na madrugada do dia de entrega. Me acostumei a pensar em mil possibilidades de como escrever a frase que estou escrevendo e no final embaralha-las todas na minha mente. Me acostumei a me entupir de vídeo aulas no dia antes da prova. Me acostumei ao meu gosto musical indie e melancólico. Me acostumei ao curso de inglês aos sábados. Me acostumei com a toalha que ponho sobre meu abajur, porque ele clareia muito e a toalha equilibra tudo, algo que eu adoraria fazer com minha ansiedade e dramas. Me acostumei a ficar com os dedos azuis/verdes sempre que vou lavar/retocar o cabelo. Me acostumei as bizarrices que faço para lavá-lo. Me acostumei a não ver as pessoas da escola como "popular e não-popular. Apenas como "idiotas escandalosos que encontraram outros idiotas escandalosos e wow, são maioria" e "pessoas que falam ou não falam com quem querem". Me acostumei a ter um cachorro problemático. Me acostumei a ser problemática e exagerada. Mas principalmente, me acostumei ao meu quarto, minha cama. Me acostumei a indigestão mental de escrever "me acostumei" no lugar de "Acostumei-me", porque sim, gramática na veia. Me acostumei a suas manias (do meu quarto), e ao jeito que as cortinas ficam melhor posicionadas. E acostumei a sua falta de decoração. Me acostumei a pilha de livros e post its ao meu lado. E me acostumei ao quão acolhedor ele é. Me acostumei a esconder-me aqui. Me acostumei permanecer horas aqui com as portas fechadas. Me acostumei a criar utópicas "To-do lists" e perdê-las e achá-las meses depois. E não que eu não goste de mudanças. Mas prefiro aquelas que me fazem crescer, e não desejar querer voltar anos no tempo. Me acostumei a me encher de planos e expectativas sobre meus planos e expectativas. Me acostumei a essa mania de ser extremos e nunca ponderada. Me acostumei a esperar muito de mim e quebrar a cara. Me acostumei a reviver momentos passados na minha mente, e depois de alto castigar porque o presente se vive no agora. Me acostumei a olhar para desconhecidos e traçar uma vida inteira até o breve momento que nossas vidas se cruzam devido a esse bobo olhar meu. Me acostumei e reescrever momentos vividos, e vivê-los mais intensamente na minha mente do que faço com essa tal chamada "vida real". Me acostumei a molhar meu cabelo de manhã para arrumá-la (mentira parcial). E ainda acredito nas mentiras que conto para mim mesma, até o momento em que descubro que não passaram de mentiras.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Post-onde-decido-reunir-todos-os-rascunhos-em-um-post-só


"A vida é uma escala ao topo-sem-topo e só acaba quando você desistir."

"Não seja uma "pessoa relógio". Não seja redondo. Está certo que a Terra é. Mas até ela altera seu movimento de rotação quando é conveniente."

"Você está mesmo bem?" Essas quatro palavras conseguem arruinar meu humor já arruinado  simplesmente porque se uma pessoa inclui um "mesmo" na frase, quer dizer que ela já fez essa pergunta anteriormente. Ou seja, já está me irritando a um tempo."

'No fundo, qual sorriso que você deu a alguém realmente foi verdadeiro? Pura simpatia ou apenas para não se sentir sem graça em deixar alguém sem graça? No fundo, tudo não passa de rótulos. "As pessoas sorriem para mim, elas riem do que eu falo". No fundo, tudo é só tipos de falsidade. Enganosa, mas quem disse que todas apenas apunhalam pelas costas? Existem aquelas que apunhalam pela frente, mas soam como carinho, que você aceita de bom grado."

"Eu aprendi qual o valor das palavras. Eu aprendi a me por no lugar das pessoas. Eu aprendi que devemos fazer primeiramente pela gente. Eu aprendi a esperar. Eu aprendei a não ser egoísta. Eu aprendi que o mais importante é fazer quem amamos felizes e a ficar feliz ao fazer isso. Eu não saberia que tipo de pessoa eu seria se não tivesse passado por tudo que passei, mas com certeza o tipo de pessoa que não saberia nada disso."

"O problema é que eu me apego. Me apego em sempre pensar que poderia fazer mais. Me apego em querer controlar as situações. Me apego ao pensamento de que eu devo ser a balança da ponderação e união entre todos. Me apego ao cansaço de almejar. Me apego em se importar. Me apego a ignorar. Me apego a deixar de lado, quando na verdade quero ir em frente. Me apego em planejar. Me apego a listas. Me apego a sensação se sempre ter de fazer algo. Me apego a ser "certinha" e na sensação de punimento mental quando não o estou sendo, considere o tempo todo."

"O que crescer significa para você? Para mim não é deixar de fazer o que te faz feliz. Não é ignorar o seu programa favorito. Não é parar de brincar ou sorrir. É deixar de fazer aquilo que te prende. É não querer fazer aquilo que te prende. É para para pensar no sentido de todas as suas ações e na intenção delas. Para quem você está fazendo isso? Se a resposta for diferente de "para mim" ou "para ajudar alguém", há boas chances de que esse será seu próximo ou mais um obstáculo para seguir em frente. E você não segue em frente apenas quando o supera. O simples fato de você saber o que deve fazer para se corrigir e querer de verdade vencer isso é a maior superação. E sei que isso tudo soa como livro de auto ajuda, quem sabe porque estou apenas auto ajudando minha mente de tudo que a enche."

terça-feira, 21 de abril de 2015

Não espero muito de alguém que espera um futuro produzido por si próprio.



Toda vez que entro aqui, encaro a enorme quantidade de textos presos nos "rascunhos". Será que ficaram afivelados por lá eternamente? Até o fim da internet?


Pensando nas minhas manias. Pensando na minha teimosia-de-sábado. Observo os papéis que devo resolver. Relembro constantemente o vazio que deveria estar preenchido com esse e outros papéis passados. Olhando o livro que estou lendo e que deveria o estar fazendo neste momento. Meus momentos resumindo-se em "deveria estar fazendo". Cadê o "o que quero fazer"? Eu sou a passageira do meu próprio barco. Eu deixo a tempestade controlar o mastro. Eu só quero um fim de semana que dure o tempo necessário e quero fazer o que é necessário durante o fim de semana. Ah, a gramática nos permite colocar abismos sutis entrelados às frases. Enjoy the cliff

É sobre esse negócio de existir.

Texto não revisado e totalmente enraivizado, avisados.

Hey, olha só quem resolve aparecer antes do prazo de 6 meses.
Dica: A escritora desse blog, vulgo eu.
O que aconteceu? Nada. Esse é o problema.
Sabe, quando você chega do 3°ano do Ensino Médio, e você é do tipo que se importa com escola e suas derivantes, bem, louco e reflexivo é pouco para resumir seu estado de espírito e mental.
A vida sempre foi confortável para mim. Ao menos é assim que a vejo comparando com o que eu tenho agora. Um belo de um ciclo mensal. Havia as semanas de prova, onde eu me matava para conseguir as melhores notas e zero recuperações. Havia as semanas onde eu me matava mais um pouco para fazer todos os trabalhos, mesmo considerando 95% deles inúteis. Havia as diversas lições de casa inúteis³, mas havia os doces dias onde eu podia ler e escrever sobre o que eu lia a vontade. Sem pressão. Apenas eu e horas de doses de palavras. My sweet heaven.
Mas então chega o 3°ano e ele encolhe tudo aquilo que você nos dois anteriores e os transforma em mordida de cachorrinhos. Por que você tinha missões temporárias e depois a "liberdade". Por que você tinha um lugar pré definido para ir todas as manhãs do "ano que vem". Por que você sabia que seus professores cuidariam de te deixar atarefado o suficiente para que você apenas tivesse de manter sua sanidade a salva.
MAS ENTÃO CHEGA O 3°ANO E NADA MAIS ESTÁ A SALVO.
Você tem o desconhecido lha aguardando ano que vem.
Produtividade: é isso que você deve SER até em seu tempo livre.
Manter-se ocupado e estudando: agora isso também é tarefa sua, e não só dos seus professores.
Vamos aos fatos do porquê estou digitando um texto sobre escola as 1:25 da manhã: I'M FREAKING OUT. (e também porque ninguém desligou a internet, thanks God!)

Eu sempre fui a tarada por conhecimento. Sempre fui autoditada. Sempre gostei de ler os mais variados tipos de livros, sempre gostei de escrever sobre eles. Sempre mantive minhas notas maiores que as horas de sono que tive para mantê-las. E de repente, não foi suficiente.
E de repente você descobre que, caso tivesse feito uma simples pesquisa no amado Google FUCKING 4 ANOS ATRÁS, você poderia ter ser preparado para a grandeza dos seus sonhos AGORA, e não vivido seguindo um ciclo patético e quadrático que se resumo o sistemo brasileiro.
GREAT, I WAS THE GOOD GIRL WHO TOOK WONDERFUL GRADES. I WAS THE GOOD GIRL WHO PAID ATTENTION TO THE TEACHERS. THE GIRL WHO CARES ABOUT GRAMMAR. BUT I WASN'T ENOUGH.

Nunca fui boa em organizar horários. 
Nunca fui boa com compromissos forçados.
E aqui estou eu, em pleno últimos dias do mês Abril, com um sonho planejado para o futuro e sem um caminho definido. E sem preparação para esse caminho. 

Eu sempre senti que devo carregar o peso de tudo. A obrigação de manter minha família unida, meus amigos felizes, de entender toda a matéria, de nunca tirar vermelha, de ler todos os clássicos antes dos 18, de ter uma rotina definida, onde consigo me organizar divinamente, E PRINCIPALMENTE, de me sentir culpada quando nada disso acontece. quando EU não consigo fazer acontecer. E eu nem preciso cortar meus pulsos, minha mente já me dilacera o suficiente.

E então eu paro de ser aquela garota que mora nos livros, para vivar a garota que passa tempo demais preocupada com a própria realidade.
E então eu não posso mais gastar tempo vendo minha séries, meus youtubers, o que resume minha vida, porque cada segundo disponível eu devo passá-lo exclusivamente estudando e sendo produtiva. Por que é isso que pessoas que passam na USP fazem.

Eu sempre pensei que eu fosse capaz de passar na faculdade que eu quisesse, até que o ano que fazer tal feito bate as minhas portas (na verdade as arromba), e eu já não me sinto capaz de ler durante um dia do suporto melhor feriado até agora. Alguém gritou reabilitação?, pois preciso de uma para no-longer-bookaholic. (e eu invento o adjetivo que eu quiser, na língua que eu quiser).